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I’m A Legal Alien. I’m A Brazilian In New York 09/06/2011

Posted by leilakalomi in Miscelânea, Uncategorized.
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Sei lá eu porquê, mas nunca tive lá uma grande vontade de conhecer os Esteites. Claro que gostaria de conhecer alguns lugares como a fronteira com o Canadá. Disney? Tô fora. Aquelas florestas de pinheiros e o frio sempre me atraíram. Mas o que eu gosto mesmo é da Grã-Bretanha. Meu sonho dourado é conhecer a Escócia. Vai entender…

Pois aconteceu de, de repente, surgir a oportunidade de conhecer Nova York. Bem, nem vou falar da maratona que foi bater de frente com a bu(r)rocracia nacional (Polícia Federal e a incapacidade de se tirar um passaporte num espaço de tempo civilizado) e, claro, com o tratamento no consulado americano, onde se entra com a certeza de que você é um safado sem-vergonha que está querendo sugar o emprego do coitado do americano imigrando ilegalmente. Pois comigo deu tudo certo, apesar dos percalços, e lá fomos nós eu, Homônima, Alma Gêmea e Teacher, os Quatro Cavaleiros do Apocalipse, desembarcar na capital do mundo.

A chegada foi sem atropelos, mas aqui devo explicar: Alma Gêmea conhece NY mais e melhor do que o Rio; então, mui humildemente, me deixei levar. Para falar a verdade, não sabia o que queria ver na Grande Maçã. Como turista neófita na cidade, não tinha pensado em nada de especial, apenas condicionei a viagem a conhecer o Museu Guggenhein. Afinal, é Frank Lloyd Wright e Frank Lloyd Wright a gente tem obrigação de visitar com aquele olhar de humilde paixão. 

Museu Guggenheim

 Chegamos num domingo. Estava nublado e fazia um delicioso friozinho de 12 graus Celcius, embora lá se use o Fahrenheit. Deixamos as malas no hotel e partimos para uma maratona de 11 dias pelas ruas de Nova York.

Hotel onde ficamos em Tribeca

 Pois não tinha ideia do quanto iria andar… Em NY só se anda a pé, de metrô ou de táxi. Bem, tinha um buraco de metrô na porta do hotel. Era só abrir a porta e cair no buraco. Um adendo: por que será que todas as portas em NY são tão pesadas e duras de se abrir? É um custo abrir qualquer uma. Eu sei, eu sei, tem a ver com o frio, coisa que eu, moradora de um país tropical, não entende. E lá fomos nós, tal como cegos guiados por um cão, seguir o Alma.

Pois bem, saímos em nossa maratona. Meu primeiro encontro com a civilização foi o metrô. E descobri que somos um país muito rico. Em primeiro lugar, não tem bilheteria no metrô. Aliás, em todas as estações têm uma bilheteria, mas poucas têm bilheteiro. O bilhete é comprado em máquinas. Você coloca a nota, escolhe o que quer e sai o bilhete e o troco. Compramos um bilhete de custa 29 dólares, vale por uma semana e você pode viajar quantas vezes quiser. Eu me lembro, há muito tempo atrás, quando o Rio de Janeiro era pobre, que se comprava 10 passagens no metrô e se podia usar doze vezes. Hoje em dia, além da passagem ser um absurdo de cara (afinal, somos ricos), não existe qualquer desconto. Ah, detalhe: o bilhete serve para ônibus também. Pois andamos um bocado durante a semana.

E tome de andar, subir e descer escada. Nunca subi e desci tantas escadas na minha vida. Só vi duas estações do metrô com escadas rolantes. Algumas estações têm elevador, mas a maioria é, como diria o meu pai milico, no P2 mesmo. Muitas estações estão passando por reforma para voltar a adquirir aquele ar do começo do século passado. Algumas já ficaram prontas e ficaram bem bonitinhas. Mas como são muitas linhas e muitas estações, a reforma ainda vai demorar um tempo considerável.

O tempo estava horrível quase todo o tempo: frio (não estou reclamando), uma névoa baixa que encobria o topo dos edifícios e eventualmente, chuva. Choveu forte uns dois ou três dias. Detalhe: Manhattan não empoça nem tem enchente. No primeiro dia fomos parar em Times Square. Achei legal, mas sinceramente, nada de extraordinário. Muitos painés, muitas luzes, muita gente e só. Só foi legal mesmo num domingo, quando tem uma feirinha de artesanato na Broadway. Homônima e Alma fizeram a festa comprando 5 camisetas a 20 dólares.

No segundo dia, fomos dar vazão à nossa sanha consumista e fomos parar um shopping de outlet em Nova Jersey. Eu me senti em casa, pois só se ouvia português. Cacilda, como tem brasileiro fazendo compras em NY!!!! Claro que o Alma e o Teacher, seu fiel escudeiro, conheciam todas as lojas importantes. Eu e Homônima achamos uma loja onde se vende roupa decente para quem está acima do peso. Compramos algumas peças, mas infelizmente, a grana curta não deu para fazer uma festa maior. Chegamos cedo e só fomos embora quase na hora do shopping fechar, estourados de cansados, mas felizes como consumistas. Nesse ponto, reparei em duas características do way of life americano. Primeiro, eles comem MUITO. Ou melhor, tudo no prato é muito grande. Qualquer saquinho de batata frita é enorme. Um desperdício e qualquer copo de refrigerante nunca é menor do que meio-litro. Bem, depois de beber essa enormidade de líquidos, tem que botar pra fora, não é mesmo? Foi aqui que descobri que as mulheres americanas são civilizadas. Elas não mijam na tábua do vaso dos banheiros públicos! E olha que fui a um monte deles. Claro que alguns estavam mais sujos do que outros pelo próprio uso, mas todas as tábuas estavam limpinhas. Porque caralhos as mulheres brasileiras são porcas e mijam na tábua é um mistério que ainda não consegui descobrir a resposta.

Bem, a cada dia íamos a um lugar diferente e desobri que NY tem praças e parques em abundância e todos muito bem cuidados. Como estávamos em Tribeca, ao sul da ilha e perto da prefeitura, a praça em frente ao City Hall foi uma das primeiras que visitamos. Cacete, que praça linda! Estava um frio danado e chovendo, mas mesmo assim dá pra ver como é bonita e bem cuidada.

Praça da City Hall com a Prefeitua ao fundo

 E fiquei pensando se a nossa prefeitura não poderia fazer uma praça assim tão bonita em frente ao Piranhão….

Visitamos o Marco Zero, também não muito longe de onde estávamos. Mas antes passamos pela igreja de St. Paul. Pois foi nessa capela do século XVIII que onde realmente me emocionei. Ela está diretamente no caminho das Torres Gêmeas, mas não sofreu nenhum dano e serviu como dormitório para os bombeiros que trabalhavam nos escombros. E por isso, tem uma espécie de altar em seu interior, onde os visitantes bombeiros e policiais deixam suas insígnias de recordação. É nessa hora que a gente entende realmente o que aconteceu no 09/11. No pequeno cemitério atrás da capela foi colocado um sino em homenagem aos bombeiros mortos na tragédia que só toca uma vez por ano, claro, em 11 de setembro.

O altar dentro de St. Paul

 Visitamos também a catedral de St. Patrick, muito bonita. Aqui vai mais uma informação: vimos muitas lojas fechadas e muitos homelesses, mas nenhum nos abordou pedindo dinheiro. Tinha uma senhora em St. Patrick, muitos nas estações de metrô, vi um na porta de um cinema ou cantando nos vagões do metrô, mas todos muitos educados e jamais pedindo esmola. Aliás, minto. Vi uma senhora que parecia muçulmana, pois usava um lenço, pedindo dinheiro com a foto de umas crianças na mão numa praça atrás da Biblioteca Municipal. E só.

Tirando a parte totalmente turista, conheci, se não todas, pelo menos a maioria das lojas de comic books de Manhattan graças ao nosso querido Alma, que levou uma mala especialmente para trazer seus bonecos de super-heróis. Fomos parar numa das lojas (Forbidden Planet) numa quarta-feira e demorei um pouco pra entender o que estava acontecendo. A loja estava lotada de nerds. Isso mesmo, nerds à dar com o pé. Foi então que me lembrei de um episódio de “The Big Bang Theory”, em que eles vão à loja de quadrinhos às quartas à noite, pois é na quarta-feira que saem os novos quadrinhos. Me senti dentro de um espisódio do TBBT….

Turismo também é cultura, e lá fomos nós visitar os seis andares da livraria Barnes & Noble. E foi lá que conheci mais uma faceta da civilidade americana. Todo mundo se mantém do lado direito nas escadas rolantes para que, quem quiser, poder subir ou descer os degraus. Alguns turistas não obedeceram essa regra e foram advertidos por um usuário que foi subindo as escadas e dizendo; “Keep your right, keep your right”. Quando se segue regras simples de convivência, a vida se torna muito mais fácil.

Barnes & Noble

 Por fim, quando já quase estávamos nos preparando para voltar, o sol finalmente apareceu. Era sábado e fomos ao Central Park. E como foi o primeiro sábado depois de muitos dias de tempo fechado, o parque estava lotado de gente. Crianças e cachorros por todos os lados. Acho que deve ter um cachorro por habitante em Manhattan. Mas eles são meio esnobes, não falam com a gente. Cocô de cachorro no chão? ZERO! Alias, as calçadas lá são lisinhas, você pode caminhar tranquilamente sem medo de tropeçar e levar um tombo, como aconteceu comigo na esquina da minha rua um pouco antes da viagem. Foi um tombo de respeito. Deviam proibir essa porcaria chamada “pedra portuguesa” nas calçadas. Não conheço uma que seja lisa e sem buracos. Civilidade é outra coisa. Lixo no chão? ZERO! Mesmo no Central Park, lotado de pessoas, não se via lixo no chão e nem pense que tem uma lixeira em cada canto. Tive que andar um bocado com um papel na mão até achar uma lixeira. Civilidade é outra coisa.

Pois andamos um bocado pelo Central Park e, como o solzinho estava convidativo, resolvemos deitar numa pedra e lagartixar por um momento. E não é que nós quatro acabamos por tirar uma soneca? Incrível é que não tinha formiga nem qualquer outro inseto para nos atrapalhar. Só uma humana chata de galochas que ficou falando no celular atrapalhando nosso soninho:

Alma Gêmea dormindo

Teacher foi dormir mais embaixo

Homônima depois do soninho

 Mas quando a tarde desceu, a água veio junto e tivemos que fazer uma retirada estratégica. Ainda voltamos mais uma vez ao Central Park para andar de charrete. Fiquei com pena do pobre cavalo em ter de carregar quatro pesos pesados, mas Bruno, o nome do cavalo, conseguiu nos levar com galhardia.

Bem, tudo que é bom dia dia acaba e eu e Homônima tivemos de voltar mais cedo, depois de onze dias tomando um banho de civilização. Descobri que, infelizmente, ainda precisamos comer muito, mas muito arroz com feijão para sequer chegar aos pés da civilidade e cidadania que o povo americano tem. Alma e Teacher ficaram mais uma semana. E como lembrança, deixei as unhas dos dedões dos pés em NY. Andei tanto que o tênis machucou as unhas e agora elas vão cair. “I left my toes in New York”….

E foi com muita pena e alguma vontade de voltar pra casa que nós duas fomos para o aeroporto. Bem, aí então começa a nossa saga. É só ir ao post abaixo….

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A Saga 09/06/2011

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Muito bem: chegamos,  Homônima  e eu, no aeroporto John Fitzgerald Kennedy às 17:30hs. Nosso voo estava marcado para às 21:30hs, tempo suficiente para um check-in tranquilo e sem atropelos. Fizemos o check-in, comprei alguma coisa no Duty Free, fizemos uma boquinha e fomos tranquilamente esperar o avião da American Airlines no portão indicado, no caso o de número 12. O estranho é que estava marcado um voo para Barcelona no mesmo portão e na mesma hora. Estranhei, mas até então a ficha não tinha caído. Até que olhei no painel e vi que o nosso voo, o 255, havia sido transferido para o portão 35 e passado para as 10hs. “Meia hora de atraso é normal, administrável”, pensei cá com os meus botões. E lá fomos nós, Homônima e eu, com bagagem de mão super-pesada (Homônima estava trazendo um boneco de super-herói para o Alma, colecionador voraz, enorme e frágil na bagagem de mão) para o portão 35. Bem, o JFK é enoooooooorrrrrrmeeeeeeee e a AA tem um terminal só para ela no aeroporto. Andamos uma eternidade até chegar no tal gate 35, com direito a subidas e descidas de escada rolante e esteiras rolantes que também ninguém é de ferro. Finalmente, chegamos no portal. Alguns casais de brasileiros já estavam lá e sabe como é brasileiro, o papo correu solto. O que estranhamos é que alguns americanos tinham se instalado confortavelmente no chão e já estavam até curtindo um soninho….

E deu 9 horas e ninguém da American Airlines apareceu para começar o embarque….. e deu 9:30 e nada de funcionários da AA … até que alguém leu direito no painel e então a ficha para todos que estavam aguardando: o voo havia sido transferido, não para às 22 horas, mas para às 10 da manhã (10 am)! Foi um rebuliço total entre os brasileiros, claro. Foi então que Homônima e mais alguns resolveram procurar a AA. Somente neste momento é que eles resolveram se coçar para nos acomodar num hotel e nos dar o que comer. Isso já eram quase onze da noite e a transferência de portão tinha acontecido lá pelas 7 da noite. Quer dizer, a American Airlines SABIA que não haveria voo e não se dignou a avisar aos patetas que ficaram aguardando o voo e ficaram bem quietinhos. Resumindo: conseguimos um quarto no hotel Hilton Gardens que fica no aeroporto (até bonzinho, mas teve passageiro reclamando que foi colocado numa pocilga), 10 dólares para cada uma para comer alguma coisa (a essa hora o restaurante do hotel já tinha fechado e fomos obrigadas a comprar uns muffins intragáveis e caros no aeroporto) e 5 dólares para o café da manhã. Chegar no hotel foi outra maratona, pois o terminal é tão grande que precisou que tomássemos o “air train”, um trem elétrico que cobre todo o terminal, até chegarmos no ponto dos ônibus que vão para os hotéis. Desnecessário dizer que éramos um bando de brasileiros cansados, com fome e doidos por uma refeição e um banho. Só conseguimos entrar no quarto quase uma da manhã. Tomamos um banho e caímos na cama.

De manhã, por graça dos deuses, o hotel dava café (preto) de graça, o que nos animou um pouco. Pegamos o ônibus de volta que, felizmente, nos deixou na porta do termial na AA. Aqui vai um adendo: já tínhamos passado pelo controle da imigração, o que significa tirar os sapatos, o cinto, tirar tudo que é líquido da mochila, mais o netbook que comprei e claro, tinha que dar galho. A Homônima esqueceu de tirar uma garrafa de água da mochila. Resultado: foi minuciosamente revistada até que a dita garrafinha fosse encontrada. Isso aconteceu na primeira passagem pela imigração. A segunda foi sem problemas, mas, de novo, tira sapato, tira cinto, tira tudo pra fora da mochila….ufa!

Desta vez, tudo transcorreu sem problemas….., quase sem problemas. Às dez horas da manhã já estávamos todos dentro do avião…. menos as nossas malas…. Ficamos esperando dentro da aeronave até às 11:30 até que a nossa bagagem fosse devidamente embarcada. Aqui eu pergunto: a American Airlines teve a manhã toda para colocar nossas malas no avião. Por que diabos só foram buscar as nossas malas DEPOIS que já estávamos todos a bordo???

Bem, as malas foram embarcadas, tudo certo, tudo nos trinques e lá vamos nós…..

Meia hora após a decolagem, umas duas filas atrás da gente começa um alvoroço. Sai uma mulher feito doida perguntado: “Tem algum médico a bordo”? Rapidamente chegam algumas pessoas para ajudar. Um senhor teve o que parecia ser uma embolia pulmonar. O pobre apagou por uns cinco minutos e até o médico que o socorreu achou que ele tinha partido desta para melhor. Graças a Deus não foi o que aconteceu. Resultado: o avião deu meia-volta. Voltamos para NY!

No caminho de volta o avião teve que se livrar de 250 mil litros de combustível. Homônima fêz essa foto:

Avião soltando combustível

 Nesse ponto da viagem, nós íamos comer alguma coisa, mas acabamos com apenas uma barrinha de cereal. Me senti num voo da Gol…. Fui me inteirar com uma aeromoça dos próximos passos e ela me garantiu que, assim que os paramédicos retirassem o passageiro, a esposa (que aproveitou o ensejo e teve um ataque histérico), o filho e a nora do avião e reabastessessem, a viagem iria continuar. Eu pensei cá com os meus botões… “Esse retorno vai pegar no horário da tripulação….”, mas se ela garantiu…..

Não sei se pela pressa em socorrer o senhor ou se foi realmente uma fatalidade, mas o fato é que, ao bater no solo, um dos pneus da aeronave furou…. O senhor foi socorrido e nós ficamos mais uma vez à deriva no JFK. Nos colocaram numa fila no aeroporto, garantindo que aeronave eles tinham, só não tinham…. tripulação, claro. Ficamos de 13:00 às 18:30 numa fila esperando uma definição. Lá pelas 15 horas, nos serviram uma ração que constituía de um saquinho de batata frita, uma fatia de bolo (justiça seja feita, o bolo estava gostoso), água, coca-cola e um suquinho sem-vergonha. Eis a nossa fila:

A fila depois da ração

 Claro que tivemos que refazer o check-in, pois o voo mudou de número. A essa altura nossas malas estavam rodando na esteira sem nenhum controle. Foram os passageiros que tiveram que descer até o primeiro andar (estávamos no terceiro) e pegar a nossa bagagem. A minha mala eu encontrei jogada no chão. Isso é que é respeito com o passageiro.

Às 17 e pouco nos avisaram que finalmente uma tripulação foi encontrada e  pudemos refazer o check-in e passar pela terceira vez pelo controle da imigração, com direito a sacaneada do guarda encarregado. Quando passamos, ele olhou pra gente e exclamou: “Ah, las brasileñas”,…. foi duro…. E lá fomos nós, de novo, tirar os sapatos, etc…, etc…, etc….

E fomos esperar em frente ao portão. O voo agora era o 9402. Já viu, né? Um bando de brasileiros juntos só pode dar galhofa. Pois quando o comandante apareceu, foi recebido com uma salva de palmas. Pelo menos o bom humor ajudou a suportar as horas…. O voo estava marcado para sair às 19:00, depois 19:30, 20:00, até que, finalmente, a aeronave levantou voo às 21:30, com exatamente 24 horas de atraso.

O voo foi tranquilo. Não sei se pelo cansaço, mas finalmente eu, que não durmo em viagem, consegui tirar umas horinhas de sono. Homônima apagou.

O voo estava programado para chegar ao Rio às 7:32 da manhã. E a essa hora, já tínhamos tomado café e estávamos todos doidos pra chegar em casa até que….

O comandante deu a seguinte notícia pelo alto-falante: devido ao mal tempo, o Santos Dummond estava fechado e todos os voos domésticos foram transferido para o Galeão. Então, tínhamos que ficar dando voltas até a torre autorizar nossa descida. Detalhe: ao levantar voo em NY, o comandante disse que o Rio estava com céu claro e 26 graus….

Depois de uma meia hora rodando pelos ares cariocas, o comandante deu outra notícia: a torre não tinha autorizado a descida e estávamos ficando sem combustível. Tínhamos que ir para BELO HORIZONTE reabastecer. Sem brincadeira, foi um balde de água fria em todos os passageiros. Se as portas do avião pudessem ser abertas, uma meia dúzia se jogava… Sério.

E lá fomos nós reabastecer em Cofins. Entre ir, reabastecer e voltar, perdemos fácil umas duas horas. Mas, finalmente voltamos. O tempo estava terrível e ainda tivemos que esperar que cinco aeronaves aterrissassem antes da nossa. Quando finalmente o avião tocou o solo, todo mundo aplaudiu. O próprio comandante admitiu que foi uma saga esse nosso retorno.

Resultado: chegamos no aeroporto JFK às 17:30hs de quarta-feira e só chegamos no Galeão/Tom Jobin às 11:00hs de sexta-feira. Isso numa viagem de 9 horas e no conforto de uma lata de sardinhas que são os aviões da American Airlines. Homônima pretende entrar com uma ação contra  a AA pelo descaso com que fomos tratados desde o início. Tomara que muitos dos passgeiros também entrem na justiça. Se fosse alguma companhia brasileira, diriam que o que aconteceu foi por ser brasileira, mas a empresa é americana e muito, muito grande e poderosa. E como brasileiro dá lucro pra eles! 80% dos passageiros eram brasileiros. Um pouquinho de respeito não faz mal a ninguém, seja brasileiro, seja gringo. Afinal, a passagem não sai de graça, não é mesmo?