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Esse Sabe Das Coisas 25/08/2011

Posted by leilakalomi in Bichos.
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Um dos motivos pelos quais em adoro gatos.

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Amarrar, Desamarrar 24/08/2011

Posted by leilakalomi in Miscelânea.
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Durante a nossa vida, cultivamos o hábito de criar amarras. Elas veem aos pouquinhos, de mansinho, você nem se dá conta até fazerem parte da sua vida, tão profundamente, que você não saberia viver sem elas.

É aí que mora o perigo. Você se acostuma a elas e com o tempo acaba por não saber o que é e o que não é amarra. Só que elas sufocam até a paralisia completa.

E de onde veem essas amarras? Da vida. Viver é criar amarras.

Mas então, como desamarrá-las? Afinal, se viver é criar amarras, então deveríamos estar acostumados com elas, não?

Há amarras e amarras. Há as amarras sociais, que fazem a nossa vida em grupo ficar suportável e há as amarras pessoais, aquelas que nos auto infligimos, seja para não se indispor com o outro, seja por incapacidade de reagir. É essa amarra que é perigosa, é a que chega sem pedir licença, assim sem querer, é essa que nos mata por dentro.

Até o dia em que, paralisado pela incapacidade de desatar esses nós, já não reagimos, já não temos mais vontade. O que a vida nos apresenta é só um mar de desesperança. Um poço sem fim na qual nada é verdadeiro, tudo é uma sombra pálida do que realmente é.

A solução? Desamarrar. Simples, não? Acontece que cada nó, cada lacinho está muito bem preso na sua existência, na alma. Nunca é fácil e acredite, é muito, muito doloroso. Requer força de vontade e coragem, pois as amarras sempre veem com fantasmas. À luz da razão, esses fantasmas são sempre coisa sem importância, de uma simplicidade desconcertante, mas quem disse que a razão é a morada dos fantasmas? Eles vivem lá dentro, no escuro da alma, onde nada é simples, onde moram os medos.

Se é possível desamarrar, deixar os fantasmas a nu, dar a eles a dimensão que realmente têm? Certamente que é. Mas tem um preço e, na maioria das vezes, é um preço bastante alto.

Algumas pessoas poderiam afirmar que não vale a pena pagar o preço, que um nozinho aqui e ali não fazem mal, que é melhor deixar quieto. Mas acredito que vale sim, e muito, a pena desatar os nós da existência. Ou corremos o risco de uma paralisia completa.

É extremamente doloroso.

É como arrancar a alma.

É como se a vida se esvaísse.

Mas vale a pena, a se vale.

Momento Cuti-Cuti 17/08/2011

Posted by leilakalomi in Bichos.
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Para Homônima & Buga

Séries Canceladas 03/08/2011

Posted by leilakalomi in Séries.
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Com o final das temporadas, chegam notícias sobre as séries que sobreviveram e as que soçobraram ao sabor da audiência americana. Algumas eu concordo plenamente por serem defenestradas, outras, eu lamento profundamente.

* Camelot eu comecei a ver cheia de esperança. Afinal, é uma das minhas histórias preferidas e também tem Joseph Fiennes, o que é um plus a mais, mas que decepção. A série é ruim demais. O rei Arthur (Jamie Campbell Bower) é um boboca de marca maior, Guinevere (Tamsin Egerton) tem a força expressiva de uma porta. Eva Green como Morgana parece estar num teatrinho infantil, só que com muito sexo. James Purefoy repetiu o estilo Marco Antônio de Roma: muito sexo e palavrão. Nem o querido irmão do Ralph escapa de um enredo confuso e completamente fora da história original. Estou seriamente inclinada a jogar a toalha na metade da temporada, principalmente depois que transformaram a espada Excalibur numa adolescente. Ah, tenha paciência! Vai tarde.

Caprica eu gostei muito e lamentei ter sido cancelada, mas concordo que era uma série difícil, com um enredo muito acima do nível das produções medianas que andam por aí. Gostaria sinceramente que voltassem a produzí-la. O mesmo eu digo de Stargate: Universe. Infelizmente, não sobreviveu a um enredo sombrio, onde a fronteira entre o mocinho e o bandido nunca estava lá muito bem definida. E Robert Carlile deu um show como o ambíguo Dr. Rush. Espero que, em três anos, quando a tripulação da Destiny acordar do sono criogênico, a MGM volte a produzir, pelo menos um filme para TV. Sonhar não custa nada, não?

* Crash foi outra que era boa, mas não sei se sobreviveria  a uma terceira temporada. Dennis Hopper não sobreviveu. Sem ele, acho que a série perderia muito da sua alma. Melhor terminar assim.

* Detrot 1-8-7  foi uma tremenda sacanagem ser cancelada. Desde Nova York Contra o Crime (NYPDBlue) que não via uma série policial tão boa. E olha que vejo – quase – tudo. Se tivesse mais uma ou duas temporadas, talvez fosse a substituta a altura de Andy Sipowitz e Cia. Só um adendo: não gostaria de estar num mesmo recinto com o Michael Imperioli. Se, com aquele nasal, ele puxasse o ar, garanto que não ficaria nenhuma moleculazinha de ar para os outros.  A surpresa foi a participação do filho do Michael nos dois últimos espisódios fazendo o papel do…, filho do personagem do Imperioli. E era óbvio que o moleque é filho dele. Tem a mesma cara e o mesmo nasal. Os dois num recinto seria um verdadeiro perigo….

* The Event começou ruinzinho de dar dó. Eu ficava me perguntando porque diabos eu via, mas depois do intervalo, não é que a série voltou melhor? Ficou bem amarrada e muito interessante, com a ênfase em Sofia e seus objetivos. Só destoava o casal principal. Jason Ritter não é dos piores, mas Sarah Roemer (Leila) é outra que tem a força expressiva de uma porta. Muito, mas muito ruim.  Pena que acabou sem um fim.

* The Good Guys eu lamentei profundamente. Quando começou a ser exibida por aqui eu já sabia que tinha sido cancelada, mas como amo de paixão o Bradley Whitford e também gosto do Colin Hanks (que acho que sofre por ser filho de quem é), comecei a ver e me diverti pra valer! O personagem de Whitford, um policial das antigas a absolutamente sem noção era muito, mas muito engraçado. Era legal também ver as histórias sendo contadas de trás pra frente. Pô, FX, vocês pisaram na bola em cancelar The Good Guys!

* In Treatment eu concordo que, nos moldes em que era feito, já tinha dado o que tinha que dar. Mas mesmo assim, gostaria que, de alguma maneira, o querido Dr. Paul (Gabriel Byrne) voltasse à analisar tipos bizarros. Lamento.

* Law & Order: Los Angeles simplesmente não deu certo. Comecei a ver pelo Alfred Molina, de quem gosto muito (eu gosto de muita gente), mas as histórias eram muito fraquinhas, até que deram uma mexida, mataram o Skeet Ulrich e transformaram o promotor Molina num policial. Danou-se. Só vi um episódio de que tenha realmente gostado. Se eu fosse o ator Terrence Howard eu faria umas aulinhas com uma fonoaudióloga pra ver se melhoraria a minha voz. Nunca vi um afro-americano ter voz de taquara rachada. Nossa….

* Lie To Me também foi meio fogo de palha. As primeiras temporadas foram muito boas, mas admito que a terceira foi fraquinha, fraquinha. Nem Tim Roth salvou. Foi e não deixou saudades.

* Life Unexpected é outra que já vai tarde. A personagem Cate (Shiri Appleby) pode entrar para a história das séries de TV como a mais chata de todos os tempos! De resto, os enredos são também muito fraquinhos. E aquela eterna briga entre Cate/Base/Ryan simplesmente encheu. Já vai tarde.

* Medium acabou com dignidade. Foi um último episódio até bem emocionante. Gostei.

* Faço minhas as palavras da Fernando Furquin do blog Temporadas: estou de luto pela morte prematura de Men Of  A Certain Age. Profundamente consternada. Merecia mais temporadas. Ray Romano surpreendeu num papel dramático e, claro, Scott Bakula deu um show como um quase cinquentão que não quer crescer. Choro profundamente pela insensibilidade da TNT que cancelou uma das melhores séries dos últimos tempos.

* No Ordinary Family eu desisti mesmo antes do meio. Muito, mas muito fraquinha. Já foi tarde. Michael Chiklis merecia coisa melhor do que essa bomba.

* S#!t My Father Says foi para o espaço por ser muito, mas muito fraquinha. Nem William Shatner fazendo o papel do pai sem noção salvou. Se tivesse tido uns roteiros melhores, quem sabe ainda estaríamos vendo o Gordinho Serelepe fazendo das suas.

* V se perdeu pelo meio do caminho, mas ainda assim era interessante. Se tivesse mais tempo, quem sabe….

* Por último, lamentei profundamente United States Of Tara ter sido cancelada. Era muito legal, com Toni Collette dando um show a cada episódio. Porém, (tem sempre um porém), admito que não tinha muito mais o que fazer com ela. Inventar novas personalidades? Já estava ficando cansativa. Melhor assim, terminar antes que ficasse insuportável. 

Bem, é só das canceladas. Depois falo das que ainda não foram, mas o futuro a Deus pertence.