jump to navigation

Carta ao Rio 22/03/2014

Posted by leilakalomi in Miscelânea.
Tags:
add a comment

correio luizense

Luciana Bruno

Rio de Janeiro, eu te amo, mas você está me deixando pra baixo. Me recebeu de braços abertos, com o perdão do clichê, mas há quatro anos estou me adaptando à sua guerra diária. Penso todos os dias se um dia vou me sentir em casa, se o problema sou eu ou se é você.

Rio, eu gosto dos seus biscoitos globo, das suas ruas sempre cheias, do céu previsível, da atmosfera de alegria às vezes fingida, às vezes real, da espontaneidade que absorvi (um pouco), do mate gelado e da perspectiva de um horizonte (que, confesso, às vezes fico meses sem ver).

Rio, eu gosto do seu circo voador, das conversas com estranhos que começam do nada, do motorista do ônibus que para e toma um café com os passageiros esperando, do aterro do flamengo, da vista da ciclovia pra baía de guanabara e de ir caminhando…

Ver o post original 434 mais palavras

Anúncios

Gilberto Scofield – Pesadelos de um Dia de Verão 11/01/2014

Posted by leilakalomi in Miscelânea.
Tags: , , ,
add a comment

Publicado no jornal O Globo de hoje, 11 de janeiro de 2014.

Este é o retrato verdadeiro da dita “Cidade Maravilhosa”. Maravilhosa pra quem, cara pálida? Pra mim é que não é.

 Gilberto Scofield Jr. gils@oglobo.com.br

Pesadelos de um dia de verão

Inacreditável falta de preparo e senso de antecedência de autoridades públicas e empresas privadas fazem este verão parecer abominável

Filas para subir o Corcovado já é uma das marcas deste verão Foto: Marcos Tristão / Agência O Globo (02/01/2014)
Filas para subir o Corcovado já é uma das marcas deste verão Marcos Tristão / Agência O Globo (02/01/2014)

Ah, o verão. Especialmente nos trópicos do Hemisfério Sul, onde o verão hospeda o réveillon — e suas promessas para o ano que se inicia, um horizonte que parece acenar com novas oportunidades —, a época é de praia, calor, corpos desnudos, férias, cerveja gelada, uma estação de bem com a vida, apesar da canícula. O verão é a estação que praticamente define o Rio. O Rio, fora do verão, não existe.

Mas há verões e verões. E este, particularmente, tem sido uma das estações mais bizarras. E eu não me refiro ao já insuportável trânsito, piorado um milhão de vezes por conta das obras que tentam melhorar os engarrafamentos dos quais se reclama. Não. Essa é queixa antiga. Tampouco me refiro ao calor que, a cada ano, parece ser o “maior dos últimos dez anos”. Imagina. Temperatura de 19 graus no Rio já é razão suficiente para o carioca tirar casaco de couro do armário. E as chuvas? Tem coisa mais previsível do que as tempestades que castigam o Rio verão sim, outro também? Só me causam mais bocejos do que o mar de turistas que invade a cidade.

E no entanto, se nada é novidade, por que este verão parece tão abominável? Pela inacreditável falta de preparo e senso de antecedência de autoridades públicas e empresas privadas para lidar com a mais emblemática das estações numa cidade que praticamente vive dela. Os absurdos se sobrepõem de uma maneira perturbadora. Vai dos já manjados arrastões nas praias ao ridículo acionamento de sprinklers no Shopping Leblon por causa do calor. Das manchas e espumas que deixam as praias com cheiro e aparência horrorosos a falhas no bondinho do Corcovado que prendem turistas durante horas nas composições. Da falta de táxis nas ruas aos alagamentos provocados por rios assoreados ou redes de águas pluviais sem manutenção, ao mais leve dos chuviscos. Dos preços absurdos onde quer que se vá na cidade à clara falta de pessoal para atendimento ao público em restaurantes, bares, clínicas, hospitais e locais turísticos da cidade. De filas gigantes para o Pão de Açúcar à falta de policiamento que resulta num sem-número de roubos, furtos e violências diversas pela cidade. Do nível indigente de nossos aeroportos aos apagões e à falta de água em vários bairros. Você escolhe a mazela.

Apesar de reunir dois milhões de pessoas, o réveillon em Copacabana transcorreu sem maiores problemas que não a eterna dificuldade de se sair do bairro depois dos fogos. Até entendo. Em qualquer evento desse porte, há dificuldades de mobilidade. Provavelmente, turistas e cariocas voltaram para casa encantados com a festa, mas nada disso fica. Porque o encantamento da família carioca com os fogos é dizimado no fim de semana seguinte, quando a família foge horrorizada da praia, acuada por 20 marginais. Porque a felicidade de uma família argentina registrada em fotos de roupas de banho postadas no Instagram nas férias no Rio é triturada quando a filha despenca num vão de escada rolante de um Galeão que mais parece um episódio de “American Horror Story”.

Alguns leitores escreveram para o jornal criticando a reportagem publicada ontem sobre os suplícios de verão, enxergando ali uma “campanha contra o Rio”. O Rio não precisa de campanha de difamação. A falta de preparo de empresas e governos no trato com a cidade cuida disso. Querem um exemplo sobre o desleixo na cidade? Vejam o relato — resumido — do leitor Renato Mello sobre sua saga para comprar um sorvete para a filha no Leblon:

“No sábado, Bibi, minha filha de 5 anos, pediu para tomar uma casquinha de morango. Eram 10h. Morador do Leblon, entrei na La Basque e perguntei: “vocês tem sorvete de morango?” De forma ríspida, ouvi a resposta: “Tem que comprar a ficha primeiro”. Bem, como não foi a pergunta que fiz e pela resposta grosseira, saí da loja. Passei pela Vecchi, nova sorveteria da moda. Eram umas 10h20m e estava fechada. O sol estava a pino e nós suávamos descomunalmente. Caminho em direção à Sorveteria Itália. Fechada.

“Àquela altura, minha filha já se contentava com um mero picolé. Fui para a Padaria Rio-Lisboa. Bem em frente à geladeira do sorvetes colocaram uma mesa, onde uma família tomava café. Fiquei sem graça de pedir licença para chegar à geladeira. Fui ao caixa e pedi se poderiam fazer isso. A caixa, antes de responder, pegou o dinheiro da minha mão e mandou eu abrir a geladeira e pegar. Pedi que algum funcionário pegasse para mim, mas não havia funcionário disponível. Pedi meu dinheiro de volta.

“Seguia pelas ruas do Leblon com Bibi, ambos pingando, ela chorando pelo sorvete. Como já eram 11h, achei que finalmente a Itália e a Vecchi já estavam abertas. Ledo engano. Pego o rumo de casa, entro na minha rua e, tal como uma miragem, vejo uma carrocinha da Kibon parada em frente à minha portaria. Eu e Bibi, emocionados, nos abraçamos tal como dois fugitivos no Saara, suplicando por água. Era o fim do nosso suplício.”

 

Brain Salad Surgery de Ano Novo 05/01/2014

Posted by leilakalomi in Miscelânea.
Tags: , , , , ,
2 comments

ventcalor

Ano novo, vida nova… ehhhh

E para comemorar o quarto ano deste humilde blogue, vamos agitar um pouco as coisas por aqui:

*  Por que diabos a Globeleza pode sambar pelada e entrar na casa da gente todo dia a qualquer hora e as mulheres não podem tirar o soutien na praia? E por que as sambistas podem desfilar nuas no carnaval e não se pode tirar a parte de cima do biquini para pegar sol? Se isso não é hipocrisia dessa sociedade machista, então não sei o que é. Ou será que só as mulheres negras ou mestiças podem? Isso me cheira a mentalidade escravagista. Aliás, não entendo porque as mulheres negras nunca se manifestaram contra esse uso da imagem de mulher gostosa e sedutora; isto é, “mulher fácil”.

* Teve um comercial ridículo de uma marca de carro em que uma família estava reunida na noite de natal e de repente entram sambistas e mulatas semi-nuas numa dança sensual. Além de ser de um mal gosto terrível, me incomodou o fato de ter somente mulheres negras fazendo esse papel de mulher fácil. Gozado, eu me incomodei com isso, mas pelo visto, ninguém mais se incomodou.

* Como diria o Neo-Paulista: Não pode haver vida inteligente debaixo desse calor. E tem gente que gosta! Bem, tem gosto pra tudo, mas estou eu aqui teclando essas mal traçadas linhas com ar-condicionado ligado. Claro.

* Será que algum dia o carioca vai aprender que calçada é para ser lisa? E que pedra portuguesa é uma merda se não for bem feita? Que mal há no bom e velho cimento?

* Finalmente o Prefeito desta outrora Cidade Maravilhosa ouviu minhas preces e resolveu dar uma dura no carioca e multa quem joga lixo na rua. Se os cidadãos não têm o mínimo de discernimento para saber que a cidade é a extensão da nossa casa, então temos que alguém, no papel de mamãe educadora, fazer isso. Não sabe, aprende pela multa.

* Mas a Prefeitura tem que fazer a parte dela, não? Na JMJ em julho passado a cidade ficou entupida de turistas de todas as nacionalidades. Cansei de explicar onde ficava o ponto de ônibus, qual ônibus ia para onde, onde ficava a estação do metrô mais próxima. O Rio de Janeiro não tem a menor infraestrutura para receber turistas. E vai ser assim na Copa, e vai ser assim nas Olimpíadas. Gente despreparada para lidar com o morador, imagine com o turista.

* Falando em gente despreparada, a qualidade dos serviços no Rio é de dar dó. Raríssimos são os empregadores que ensinam o mínimo e básico para o bom desempenho do profissional. Um exemplo é o Burger King. Nada contra. Acho até mais gostoso que o McDonald´s, mas em termos que qualidade do pessoal, quanta diferença! E não é só em uma filial. No princípio achei que era eu quem estava sendo intransigente, mas fui à várias lojas da rede e descobri que o problema é de RH mesmo, de gerenciamento. Já presenciei de tudo: funcionários que ficam batento papo enquando você espera o seu pedido que está no balcão, funcionária pegando com as mãos a cebola empanada e colocando no saco para viagem, uma caixa atendendo mascando chiclete com a boca aberta! Se a família e a escola não dão um mínimo de educação, cabe ao empregador suprir a deficiência. Não pode é uma rede como a BK ter funcionários tão despreparados. Esse é apenas um exemplo. É só sair de casa e entrar em qualquer estabelecimento que se vai deparar com atitudes assim.

* Falando em turismo, se em janeiro os pontos turísticos da cidade já estão um caos, imagina na Copa! E não há perspectiva de melhora. Já nem falo dos aeroportos que aí seria covardia.

* Alguém pode me dizer se segurar a cabeça de uma pessoa entre as mãos e socá-la com o joelho pode ser considerado esporte? Esse tal de MMA pode ser muita coisa, mas esporte é que não é. Carnificina pura.

* Mas é ano novo, o blogue faz 4 anos e agente vai levando…

É Hoje! 24/12/2013

Posted by leilakalomi in Miscelânea.
Tags: ,
add a comment

Bem, o natal mesmo é amanhã, mas a véspera também conta. Que todos tenham um FELIZ NATAL com muitas alegrias junto às sua famílias.

Arvore-de-Natal2

Espírito Natalino 11/12/2013

Posted by leilakalomi in Miscelânea.
Tags: ,
add a comment

natal_2013

keepcalmjesus

Feliz Chanukah! 27/11/2013

Posted by leilakalomi in Miscelânea.
Tags: ,
add a comment

Lit menorah, Israel

A Imagem (Artur Xexéu) 03/04/2013

Posted by leilakalomi in Miscelânea.
Tags: ,
add a comment
Excelente artigo publicado hoje no jornal “O Globo”  pelo ótimo Artur Xexéu. Assino embaixo de cada uma das palavras abaixo.
Artur Xexeo
Enviado por Artur Xexéo

3.4.2013

|

7h00m

COLUNA DO SEGUNDO CADERNO (3/4/2013)

A imagem

O Rio se olha no espelho e não gosta do que vê. Ali, no meio da testa, entre os olhos, estão as rugas de um estádio de futebol novinho, orgulho das autoridades
que o chamam de “legado do Pan”, que precisa ser interditado por falta de segurança. Uma aplicação de Botox disfarça. Agora, é o pneuzinho na barriga formado pelo BRT, única novidade no transporte público nos últimos anos, vendido como solução para o futuro, que provoca uma morte atrás da outra na Avenida das Américas. Uma lipoaspiração dá um jeito. E as marcas de expressão que surgiram em torno dos lábios, consequência da fragilidade do Elevado do Joá que parece estar se desmontando? Um preenchimento labial resolve por enquanto. Pronto, o Rio já pode sair de casa sem provocar comentários maldosos dos vizinhos.
Mas, de repente, a cidade sofre um baque que não há cirurgia plástica que resolva. Um casal de turistas é atacado — ele é agredido, ela é estuprada — pelo motorista e por dois amigos seus numa van que os transportaria de Copacabana para a Lapa, percurso corriqueiro de turistas no Rio. E agora? O que os vizinhos vão dizer? A imagem da cidade está manchada, justo no momento em que ela se apronta para receber grandes eventos.
O Rio é vaidoso, todo mundo sabe. Mesmo assim, é difícil compreender porque, numa situação como esta, preocupa-se tanto com sua imagem. Alguém imagina que a Jornada Mundial da Juventude, a Copa do Mundo, os Jogos Olímpicos serão suspensos porque uma turista foi estuprada no que supostamente era um transporte público carioca? É claro que não. Mas e os turistas? Será que eles não vão evitar vir ao Rio por causa disso? Tomara que sim. Se for para serem estuprados em meio ao caótico transporte público da cidade, é melhor que não venham mesmo.
Imagens não fazem uma cidade. O Rio insiste em não acreditar nisso. Basta que um episódio de “Os Simpsons” brinque com algumas de suas mazelas para o programa de TV se transformar num incidente diplomático. Há oito anos, o seriado americano “Dexter” destrói a imagem de Miami. Se alguém levar a série a sério, vai acreditar que Miami possui a maior concentração de serial killers por metro quadrado de todo o planeta. Mesmo assim. a turistada, principalmente a brasileira, continua invadindo a cidade.
O caso da van que abalou a população no último fim de semana é exemplar. Três tarados pegaram emprestado uma vã ilegal e circularam pela cidade em busca de uma vítima. No meio do caminho, antes de encontrarem seu alvo, pegaram outros passageiros. Quando, enfim, o casal de turistas embarcou, despejaram os passageiros extras e atacaram a dupla de turistas.
Algumas perguntas: como é que uma van ilegal circula impunemente pela cidade? Pelo que se soube depois, não foi a primeira vez. Por que os passageiros que foram obrigados a desembarcar não procuraram a polícia para contar o que estava acontecendo? Por que a polícia não fez nada quando recebeu a queixa de um caso anterior semelhante?

As vans são poderosas no Rio. Não há governador neste estado que consiga administrar em paz sem fazer um tipo de acordo qualquer com seus proprietários. Ela é o exemplo mais evidente da falência de nosso transporte público. Vans ilegais circulam com a mesma desenvoltura das vans que o governo legalizou. É impossível botar um policial dentro de cada van para impedir crimes no interior do veículo. O Rio resolveu impedir a circulação de motoristas embriagados e criou a blitz da Lei Seca. Está dando certo, não está? Será que é muito difícil criar blitz para as vans? Não precisa ser uma ação que se espalhe pela cidade. Mas, se houver blitz-surpresa em ruas de circulação de turistas, já não seria um adianto? Afinal, as vítimas do fim de semana passado não embarcaram num ponto obscuro da cidade, mas na Avenida Atlântica, em Copacabana. Não deveria ser fácil circular como uma van ilegal numa das ruas mais movimentadas do Rio.
Não é um exercício de imaginação supor que os passageiros que estavam na mesma van dos turistas não procuraram uma delegacia porque “a polícia não vai fazer nada mesmo”. Eles já deveriam estar aborrecidos por ter seu percurso interrompido. Ainda iriam se preocupar em passar a noite numa delegacia, driblando a burocracia e o desinteresse de policiais para fazer uma denúncia? Taí uma imagem com que o Rio deveria se preocupar: a imagem da polícia.
Talvez essa imagem precise mesmo ser mais bem divulgada. Se há algum ponto positivo nesse caso é a rapidez com que a polícia prendeu os três suspeitos. Menos de 48 horas depois do crime já estavam todos detidos (resta saber por quanto tempo). Mas tudo tem seu contrapeso. Ao mesmo tempo em que os três tarados foram identificados, outra vítima do grupo os reconheceu. E a população ficou sabendo que ela já tinha dado queixa numa Delegacia de Mulheres. Se a polícia tivesse agido naquela ocasião com a mesma desenvoltura com que agiu agora, o crime contra os turistas não teria acontecido. Como se vê, não é por acaso que a imagem da polícia do Rio está desgastada.
A imagem do Rio e a possibilidade de turistas estrangeiros se sentirem desestimulados a nos conhecer é o menor problema dessa história toda. Quando a cidade se olhar no espelho e vir o que ela realmente é por debaixo das muitas camadas de maquiagem e aplicações de Botox, talvez o Rio descubra como se tornar uma cidade maravilhosa de verdade.

Ecologia e Espiritismo 16/02/2013

Posted by leilakalomi in Miscelânea.
Tags: , , ,
add a comment

Palestra de André Trigueiro proferida em Recife em 2010. Muito boa.

 

Ballet Adagio de Norman McLaren (De Novo) 03/02/2013

Posted by leilakalomi in música, Miscelânea.
Tags: , ,
add a comment

Parece que o antigo canal de onde tirei o ballet pela primeira vez foi fechado. Por isso estou repetindo o post. Amo, adoro, sou apaixonada por este vídeo que andou muitos anos fora do YouTube. É todo em slow motion. Um primor.

Vou Pular o Carnaval 03/02/2013

Posted by leilakalomi in Miscelânea.
Tags: ,
add a comment

pulando-carnaval

Minha animação momesca.