jump to navigation

10 Coisas Que Nunca Se Deve Dizer A Um Tradutor 24/04/2012

Posted by leilakalomi in Tradução.
add a comment

 

Tirei de um grupo do Facebook. É a mais absoluta verdade.

Anúncios

Sobre Algumas Séries VII 20/01/2011

Posted by leilakalomi in dublagem, Séries, Tradução.
Tags: , , , , , , , , , , , , , , ,
add a comment

Sei que estou meio atrasada, mas aqui vão alguns comentários sobre as séries que ando vendo:

Depois de ser enrolada pela NET por quatro meses, finalmente consegui que instalassem o HD aqui em casa e fiz algumas descobertas: primeiro, é uma puta imagem. Segundo, a programação dos canais em HD deixa MUITO a desejar. A começar pelo tal do canal Globosat HD, que é um apanhado de todos os canais Globosat. Eles passam jogos de futebol que já estão carecas e grisalhos de tão velhos. Tá certo que jogo de futebol naquela imagem é maravilhoso, mas nem o maior torcedor aguenta ver jogos de seis meses atrás. Também passa os tais programinhos cretinos do GNT, tipo Superbonita. Arre! Um porre. Mas tudo tem o seu lado bom e acredito que os tais programadores do canal quiseram cobrir um buraco na grade e acertaram em cheio. Estão passando um monte de séries e mini-séries que normalmente não entrariam na grade de qualquer emissora. Tem série francesa, inglesa e canadense. Estou vendo algumas e estou adorando.

* Começo com Republic Of Doyle, série canadense que não sei definir bem. Acho que o melhor seria uma “dramédia” em que pai e filho são os Doyle, investigadores particulares numa cidade portuária do Canadá. Até aí, nada de mais. Acontece que o filho Jake (Allan Hawco), recém-divorciado, volta para casa do papai Malachy (Sean McGinley), que está de cacho com a ex-mulher de um detento. As histórias acontecem em torno do núcleo familiar e das trapalhadas de Jake em lidar com a ex e com uma policial. É uma série que, pena, deveria ser vista por mais gente, pois é muito legal. Felizmente, já tem garantida uma segunda temporada.

* Também estou vendo algumas mini-séries inglesas:

    Desperate Romantics é uma mini-série sobre um período da História da Arte de que gosto muito: os Pré-Raphaelitas, movimento artístico que aconteceu na Inglaterra em meados do século XIX. É muito bem-humorada e os atores, muito bons, com excelente reconstituição da época, aliás, como tudo que a BBC faz.

    Father & Son foi outra mini-série que gostei muito, sobre um ex-ganster de Manchester obrigado a voltar ao crime para salvar o filho que caiu numa armadilha.

     Por fim, Above Suspition é sobre uma detetive recém-formada (Kelly Reilly, a noiva de Watson (Jude Law) em Sherlock Homes), numa delegacia comandada por Ciarán Hinds, o César da série Roma. Muito boa também. Aliás, prefiro muito mais as séries inglesas do que as americanas. Pena que sejam tão pouco exibidas por aqui.

Falando em séries inglesas, já tinha lido há algum tempo sobre a série Wallander no blog Nova Temporada e achei muito interessante. Um belo dia, estava eu passeando numa livraria que também vende DVDs e CDs não muito longe da minha casa, quando me deparei com o box da série. Eu olhei pra ela, ela olhou pra mim, mas resisti bravamente de comprá-la, pois era um final de mês e eu estava mais dura que um côco. Pois bem, uns dois meses depois, fui agraciada com o box e vi que todos os eleogios à série são verdadeiros. Baseada numa série de livros policiais do escritor sueco Henning Mankell, tem Kenneth Branagh no papel do detetive Wallander.  Branagh criou um detetive na meia idade, diabético, amargurado e humano. O box da primeira temporada vem com entrevistas com o criador de Wallander, as locações na Suécia, entrevista com Branagh, enfim, uma maravilha. Que velha logo o box com a segunda temporada!!!!

* Na HBO, estou vendo no momento a segunda temporada de Crash, que ainda não descobri se gosto ou não, e The Big C. Laura Linney está dando um show como uma dona-de-casa comum que descobre ter câncer. Recomendo. Outra série que gostei muito foi Boardwalk Empire. Com fotografia e efeitos especiais (cacilda, me dava um arrepio ver aquele cara sem o olho), a história foi muito bem contada. Também, com Martin Scorcese na produção e Steve Buscemi como ator principal, não precisa dizer mais nada. Aliás, Buscemi ganhou o Globo de Ouro de melhor ator pelo papel de Nucky Thompson.

* Call Me Fritz eu comecei a ver de teimosa, pois achei que não ia dar liga, mas não é que a série engrenou e foi muito boa? Só um adendo: não é série para puristas. É altamente incorreta e PQP, como falam palavrão! Aliás, meus aplausos para o estúdio que legendou (alô, alô Sony e Warner, agora é lei!!!! Tem que colocar o nome do estúdio e do tradutor!!!! É lei e lei é pra ser cumprida!!!), pois colocou se não todos, pelo menos a maioria dos palavrões e expressões chulas que os personagens falam. Seria o fim da picada ler um monte de “malditos” e “desgraçados” quando se ouve as maiores barbaridades. Meus parabéns!

* Às vezes, ser cancelada faz bem para uma série. Como a produção já sabia que Dollhouse só teria a segunda e última temporada, eles capricharam nas histórias para dar um fecho decente à série. Que me desculpem o Alma Gêmea e o Teacher, mas continuo achando que a atriz principal (Eliza Dushku) tem a força expressiva de uma porta. Tirando ela, a temporada final foi muito boa. Taí uma série que terminou com dignidade.

* Tem algumas séries cujos personagens principais são chatinhos até dizer chega. Foi o que aconteceu com a primeira e única temporada de Mercy. O casal central (Taylor Schilling e James Tupper) eram chatos até dizer chega, mas os personagens secundários eram ótimos, com especial destaque para a enfermeira Chloe (Michelle Tractenberg) e o Dr. Dan Harris (James Le Gros). Infelizmente, o final ficou no ar. Mais um. Outro casal chatinho é o do The Event (Jason Ritter e Sarah Roemer). Tirando eles, a história dos alienígenas é muito interessante. Fico no aguardo dos dois últimos episódios da temporada. 

* Sei lá eu porque resolvi assistir o primeiro episódio de The Glades, só pra ver como era. É mais uma série policial que se passa na Flórida, mas o que me fez continuar a ver foi que, já no primeiro episódio, o detetive Longworth (Matt Passmore) dá um tiro num aligátor que tinha comido parte de um  cadáver para fazer uma autópsia. Adorei!!!! Adendo aos tradutores: aligátor é uma espécie de jacaré, portanto, não se traduz aligátor por jacaré. O plural de aligátor é aligátores. Leila Kalomi também é cultura.

* Das séries do SyFy, estou vendo Stargate Universe, claro, Caprica, Sanctuary, Eureka e Haven. Sanctuary eu comecei a ver por causa da Amanda Tapping, mas achei a série bobinha demais. Só vejo quando estou sem nada pra ver, o que, convenhamos, é raro ou quando estou de muito bom humor. No geral, achei muito ruim. SGU, ao contrário, é ótima. É uma pena que tenha sido cancelada. Há rumores de que estão tentando mais uma temporada para dar um fim à história. Tomara. Caprica já partiu desta para melhor, mas é muito boa. Pena. Eureka e bobinha e bonitinha. Gosto, fazê o quê? E Heaven, que  tem um enredo muito interessante. Stephen King é Stephen King. Ninguém cria uma história com elementos sobrenaturais como ele.

Por enquanto é só. Depois tem mais.

Adeus, VTI 30/06/2010

Posted by leilakalomi in dublagem, Jornada nas Estrelas, Tradução, Uncategorized.
Tags: , , ,
2 comments

Li no jornal na segunda-feira que está à venda o prédio onde funcionou o estúdio da VTI em São Cristóvão, no Rio de Janeiro e fiquei eu a matutar: noves fora todas as restrições aos relacionamentos interpessoais, a VIT Rio foi um marco importante, pelo menos para alguns de nós. Pois foi a VTI quem apostou numa tradução de qualidade das séries de Jornada nas Estrelas. Se não fosse o carinho e a dedicação de pessoas como a Homônima, Uga, Buga, companheiro de Buga, Sporro, Teacher e outros mais, teríamos uma tradução risível de uma série que nos é tão cara.

Nos áureos tempos, a VTI tinha em seu plantel dubladores de primeiríssima, como Orlando Drummond, Marcio Seixas, Isaac Bardavi, Selma Lopes, Garcia Júnior, Guilherme Briggs, Sílvia Salustiano, Ricardo Juarez e Paulo Flores, de saudosa memória. Tínhamos liberdade pra traduzir da melhor maneira, de ficar em cima dos diretores de dublagem pra não deixar que eles delirassem em cima do que traduzíamos, se tinha uma liberdade que certamente a gente não teria se Jornada fosse dublada em outro estúdio. 

Uma pena que a VTI declinasse a tal ponto que deixasse de existir. Mesmo com todos os senões que se teve durante a experiência na VTI, foi nela que muita gente boa pôs o pé na profissão e que hoje está por aí, trabalhando com tradução e com dublagem com garra e experiência, proporcionados pela vontade de fazer direito pela VTI. Apesar de tudo, valeu a pena.