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Séries Canceladas 03/08/2011

Posted by leilakalomi in Séries.
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Com o final das temporadas, chegam notícias sobre as séries que sobreviveram e as que soçobraram ao sabor da audiência americana. Algumas eu concordo plenamente por serem defenestradas, outras, eu lamento profundamente.

* Camelot eu comecei a ver cheia de esperança. Afinal, é uma das minhas histórias preferidas e também tem Joseph Fiennes, o que é um plus a mais, mas que decepção. A série é ruim demais. O rei Arthur (Jamie Campbell Bower) é um boboca de marca maior, Guinevere (Tamsin Egerton) tem a força expressiva de uma porta. Eva Green como Morgana parece estar num teatrinho infantil, só que com muito sexo. James Purefoy repetiu o estilo Marco Antônio de Roma: muito sexo e palavrão. Nem o querido irmão do Ralph escapa de um enredo confuso e completamente fora da história original. Estou seriamente inclinada a jogar a toalha na metade da temporada, principalmente depois que transformaram a espada Excalibur numa adolescente. Ah, tenha paciência! Vai tarde.

Caprica eu gostei muito e lamentei ter sido cancelada, mas concordo que era uma série difícil, com um enredo muito acima do nível das produções medianas que andam por aí. Gostaria sinceramente que voltassem a produzí-la. O mesmo eu digo de Stargate: Universe. Infelizmente, não sobreviveu a um enredo sombrio, onde a fronteira entre o mocinho e o bandido nunca estava lá muito bem definida. E Robert Carlile deu um show como o ambíguo Dr. Rush. Espero que, em três anos, quando a tripulação da Destiny acordar do sono criogênico, a MGM volte a produzir, pelo menos um filme para TV. Sonhar não custa nada, não?

* Crash foi outra que era boa, mas não sei se sobreviveria  a uma terceira temporada. Dennis Hopper não sobreviveu. Sem ele, acho que a série perderia muito da sua alma. Melhor terminar assim.

* Detrot 1-8-7  foi uma tremenda sacanagem ser cancelada. Desde Nova York Contra o Crime (NYPDBlue) que não via uma série policial tão boa. E olha que vejo – quase – tudo. Se tivesse mais uma ou duas temporadas, talvez fosse a substituta a altura de Andy Sipowitz e Cia. Só um adendo: não gostaria de estar num mesmo recinto com o Michael Imperioli. Se, com aquele nasal, ele puxasse o ar, garanto que não ficaria nenhuma moleculazinha de ar para os outros.  A surpresa foi a participação do filho do Michael nos dois últimos espisódios fazendo o papel do…, filho do personagem do Imperioli. E era óbvio que o moleque é filho dele. Tem a mesma cara e o mesmo nasal. Os dois num recinto seria um verdadeiro perigo….

* The Event começou ruinzinho de dar dó. Eu ficava me perguntando porque diabos eu via, mas depois do intervalo, não é que a série voltou melhor? Ficou bem amarrada e muito interessante, com a ênfase em Sofia e seus objetivos. Só destoava o casal principal. Jason Ritter não é dos piores, mas Sarah Roemer (Leila) é outra que tem a força expressiva de uma porta. Muito, mas muito ruim.  Pena que acabou sem um fim.

* The Good Guys eu lamentei profundamente. Quando começou a ser exibida por aqui eu já sabia que tinha sido cancelada, mas como amo de paixão o Bradley Whitford e também gosto do Colin Hanks (que acho que sofre por ser filho de quem é), comecei a ver e me diverti pra valer! O personagem de Whitford, um policial das antigas a absolutamente sem noção era muito, mas muito engraçado. Era legal também ver as histórias sendo contadas de trás pra frente. Pô, FX, vocês pisaram na bola em cancelar The Good Guys!

* In Treatment eu concordo que, nos moldes em que era feito, já tinha dado o que tinha que dar. Mas mesmo assim, gostaria que, de alguma maneira, o querido Dr. Paul (Gabriel Byrne) voltasse à analisar tipos bizarros. Lamento.

* Law & Order: Los Angeles simplesmente não deu certo. Comecei a ver pelo Alfred Molina, de quem gosto muito (eu gosto de muita gente), mas as histórias eram muito fraquinhas, até que deram uma mexida, mataram o Skeet Ulrich e transformaram o promotor Molina num policial. Danou-se. Só vi um episódio de que tenha realmente gostado. Se eu fosse o ator Terrence Howard eu faria umas aulinhas com uma fonoaudióloga pra ver se melhoraria a minha voz. Nunca vi um afro-americano ter voz de taquara rachada. Nossa….

* Lie To Me também foi meio fogo de palha. As primeiras temporadas foram muito boas, mas admito que a terceira foi fraquinha, fraquinha. Nem Tim Roth salvou. Foi e não deixou saudades.

* Life Unexpected é outra que já vai tarde. A personagem Cate (Shiri Appleby) pode entrar para a história das séries de TV como a mais chata de todos os tempos! De resto, os enredos são também muito fraquinhos. E aquela eterna briga entre Cate/Base/Ryan simplesmente encheu. Já vai tarde.

* Medium acabou com dignidade. Foi um último episódio até bem emocionante. Gostei.

* Faço minhas as palavras da Fernando Furquin do blog Temporadas: estou de luto pela morte prematura de Men Of  A Certain Age. Profundamente consternada. Merecia mais temporadas. Ray Romano surpreendeu num papel dramático e, claro, Scott Bakula deu um show como um quase cinquentão que não quer crescer. Choro profundamente pela insensibilidade da TNT que cancelou uma das melhores séries dos últimos tempos.

* No Ordinary Family eu desisti mesmo antes do meio. Muito, mas muito fraquinha. Já foi tarde. Michael Chiklis merecia coisa melhor do que essa bomba.

* S#!t My Father Says foi para o espaço por ser muito, mas muito fraquinha. Nem William Shatner fazendo o papel do pai sem noção salvou. Se tivesse tido uns roteiros melhores, quem sabe ainda estaríamos vendo o Gordinho Serelepe fazendo das suas.

* V se perdeu pelo meio do caminho, mas ainda assim era interessante. Se tivesse mais tempo, quem sabe….

* Por último, lamentei profundamente United States Of Tara ter sido cancelada. Era muito legal, com Toni Collette dando um show a cada episódio. Porém, (tem sempre um porém), admito que não tinha muito mais o que fazer com ela. Inventar novas personalidades? Já estava ficando cansativa. Melhor assim, terminar antes que ficasse insuportável. 

Bem, é só das canceladas. Depois falo das que ainda não foram, mas o futuro a Deus pertence.

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Sobre Algumas Séries VII 20/01/2011

Posted by leilakalomi in dublagem, Séries, Tradução.
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Sei que estou meio atrasada, mas aqui vão alguns comentários sobre as séries que ando vendo:

Depois de ser enrolada pela NET por quatro meses, finalmente consegui que instalassem o HD aqui em casa e fiz algumas descobertas: primeiro, é uma puta imagem. Segundo, a programação dos canais em HD deixa MUITO a desejar. A começar pelo tal do canal Globosat HD, que é um apanhado de todos os canais Globosat. Eles passam jogos de futebol que já estão carecas e grisalhos de tão velhos. Tá certo que jogo de futebol naquela imagem é maravilhoso, mas nem o maior torcedor aguenta ver jogos de seis meses atrás. Também passa os tais programinhos cretinos do GNT, tipo Superbonita. Arre! Um porre. Mas tudo tem o seu lado bom e acredito que os tais programadores do canal quiseram cobrir um buraco na grade e acertaram em cheio. Estão passando um monte de séries e mini-séries que normalmente não entrariam na grade de qualquer emissora. Tem série francesa, inglesa e canadense. Estou vendo algumas e estou adorando.

* Começo com Republic Of Doyle, série canadense que não sei definir bem. Acho que o melhor seria uma “dramédia” em que pai e filho são os Doyle, investigadores particulares numa cidade portuária do Canadá. Até aí, nada de mais. Acontece que o filho Jake (Allan Hawco), recém-divorciado, volta para casa do papai Malachy (Sean McGinley), que está de cacho com a ex-mulher de um detento. As histórias acontecem em torno do núcleo familiar e das trapalhadas de Jake em lidar com a ex e com uma policial. É uma série que, pena, deveria ser vista por mais gente, pois é muito legal. Felizmente, já tem garantida uma segunda temporada.

* Também estou vendo algumas mini-séries inglesas:

    Desperate Romantics é uma mini-série sobre um período da História da Arte de que gosto muito: os Pré-Raphaelitas, movimento artístico que aconteceu na Inglaterra em meados do século XIX. É muito bem-humorada e os atores, muito bons, com excelente reconstituição da época, aliás, como tudo que a BBC faz.

    Father & Son foi outra mini-série que gostei muito, sobre um ex-ganster de Manchester obrigado a voltar ao crime para salvar o filho que caiu numa armadilha.

     Por fim, Above Suspition é sobre uma detetive recém-formada (Kelly Reilly, a noiva de Watson (Jude Law) em Sherlock Homes), numa delegacia comandada por Ciarán Hinds, o César da série Roma. Muito boa também. Aliás, prefiro muito mais as séries inglesas do que as americanas. Pena que sejam tão pouco exibidas por aqui.

Falando em séries inglesas, já tinha lido há algum tempo sobre a série Wallander no blog Nova Temporada e achei muito interessante. Um belo dia, estava eu passeando numa livraria que também vende DVDs e CDs não muito longe da minha casa, quando me deparei com o box da série. Eu olhei pra ela, ela olhou pra mim, mas resisti bravamente de comprá-la, pois era um final de mês e eu estava mais dura que um côco. Pois bem, uns dois meses depois, fui agraciada com o box e vi que todos os eleogios à série são verdadeiros. Baseada numa série de livros policiais do escritor sueco Henning Mankell, tem Kenneth Branagh no papel do detetive Wallander.  Branagh criou um detetive na meia idade, diabético, amargurado e humano. O box da primeira temporada vem com entrevistas com o criador de Wallander, as locações na Suécia, entrevista com Branagh, enfim, uma maravilha. Que velha logo o box com a segunda temporada!!!!

* Na HBO, estou vendo no momento a segunda temporada de Crash, que ainda não descobri se gosto ou não, e The Big C. Laura Linney está dando um show como uma dona-de-casa comum que descobre ter câncer. Recomendo. Outra série que gostei muito foi Boardwalk Empire. Com fotografia e efeitos especiais (cacilda, me dava um arrepio ver aquele cara sem o olho), a história foi muito bem contada. Também, com Martin Scorcese na produção e Steve Buscemi como ator principal, não precisa dizer mais nada. Aliás, Buscemi ganhou o Globo de Ouro de melhor ator pelo papel de Nucky Thompson.

* Call Me Fritz eu comecei a ver de teimosa, pois achei que não ia dar liga, mas não é que a série engrenou e foi muito boa? Só um adendo: não é série para puristas. É altamente incorreta e PQP, como falam palavrão! Aliás, meus aplausos para o estúdio que legendou (alô, alô Sony e Warner, agora é lei!!!! Tem que colocar o nome do estúdio e do tradutor!!!! É lei e lei é pra ser cumprida!!!), pois colocou se não todos, pelo menos a maioria dos palavrões e expressões chulas que os personagens falam. Seria o fim da picada ler um monte de “malditos” e “desgraçados” quando se ouve as maiores barbaridades. Meus parabéns!

* Às vezes, ser cancelada faz bem para uma série. Como a produção já sabia que Dollhouse só teria a segunda e última temporada, eles capricharam nas histórias para dar um fecho decente à série. Que me desculpem o Alma Gêmea e o Teacher, mas continuo achando que a atriz principal (Eliza Dushku) tem a força expressiva de uma porta. Tirando ela, a temporada final foi muito boa. Taí uma série que terminou com dignidade.

* Tem algumas séries cujos personagens principais são chatinhos até dizer chega. Foi o que aconteceu com a primeira e única temporada de Mercy. O casal central (Taylor Schilling e James Tupper) eram chatos até dizer chega, mas os personagens secundários eram ótimos, com especial destaque para a enfermeira Chloe (Michelle Tractenberg) e o Dr. Dan Harris (James Le Gros). Infelizmente, o final ficou no ar. Mais um. Outro casal chatinho é o do The Event (Jason Ritter e Sarah Roemer). Tirando eles, a história dos alienígenas é muito interessante. Fico no aguardo dos dois últimos episódios da temporada. 

* Sei lá eu porque resolvi assistir o primeiro episódio de The Glades, só pra ver como era. É mais uma série policial que se passa na Flórida, mas o que me fez continuar a ver foi que, já no primeiro episódio, o detetive Longworth (Matt Passmore) dá um tiro num aligátor que tinha comido parte de um  cadáver para fazer uma autópsia. Adorei!!!! Adendo aos tradutores: aligátor é uma espécie de jacaré, portanto, não se traduz aligátor por jacaré. O plural de aligátor é aligátores. Leila Kalomi também é cultura.

* Das séries do SyFy, estou vendo Stargate Universe, claro, Caprica, Sanctuary, Eureka e Haven. Sanctuary eu comecei a ver por causa da Amanda Tapping, mas achei a série bobinha demais. Só vejo quando estou sem nada pra ver, o que, convenhamos, é raro ou quando estou de muito bom humor. No geral, achei muito ruim. SGU, ao contrário, é ótima. É uma pena que tenha sido cancelada. Há rumores de que estão tentando mais uma temporada para dar um fim à história. Tomara. Caprica já partiu desta para melhor, mas é muito boa. Pena. Eureka e bobinha e bonitinha. Gosto, fazê o quê? E Heaven, que  tem um enredo muito interessante. Stephen King é Stephen King. Ninguém cria uma história com elementos sobrenaturais como ele.

Por enquanto é só. Depois tem mais.